Ela olhava para imensidão do céu noturno. A grama pinicava seu corpo pequeno, mas não chegava a incomodar. Seus olhos passeavam pelo brilho das estrelhas que enfeitavam o céu. Em sua inocente imaginação, pareciam pequenas luzes de natal que enfeitavam as casas naquela época do ano. Certa vez, sua mãe havia lhe dito que, quando as pessoas morriam, se tornavam estrelas.
Mas o que haveria ali?
Ela imaginou-se viajando por entre as estrelas. Como seria tocar o brilho cálido de uma delas. Imaginou como seria ser preenchida por aquela luz, como seria se tornar uma estrela. Como seria se juntar a escuridão da noite, desaparecendo pelas manhãs, e voltando a iluminar o céu ao anoitecer...
E então deixou seu pequeno e frágil corpinho ser levado por aquela luz tão acolhedora, tão suave e delicada.
Naquela noite, mais uma estrela se juntou ao céu.

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